Pois é, começou há dois dias a minha nova aventura linguística. Ou melhor, retomar uma língua com a qual não tinha contacto regular há quase 17 anos. E como pode ser que vá bater a asa para um país francófono, é capaz de dar jeito. Adiante, inscrevi-me num curso intensivo da Alliance Française. A turma é pequena, somos apenas 5, o que é óptimo e quase todos estamos lá por motivos profissionais. Excepto uma pessoa... uma senhora reformada (já repararam que há sempre um(a) senhor(a) reformado/a nestas turmas de línguas, que anda lá por desporto? Eu acho muito bem, mas, e agora vem o comentário mauzinho, cruel e separatista, não acham que devia haver turmas só para essas pessoas? É que a minha experiência pessoal, quer no Britânico, no Goethe e agora na Alliance, diz-me que essas pessoas atrasam o andamento da turma.
Ontem estivemos 10 minutos a falar da porcaria dum tempo verbal, que nem sequer tinha a ver com a porra da lição que estávamos a dar, só porque a senhora se lembrou que tinha uma dúvida que queria ver esclarecida. A professora explicou-lhe. A senhora não entendia, pois neste caso a gramática francesa não seguia a mesma lógica que o Português e insistia: "Mas não devia ser assim e assado?" E a professora, retorquia que não, em português era assim, mas em Francês não. E assim se foram 10 minutos...
Se eu saio de lá a falar Francês como o Mário Soares por causa desta senhora, vai haver uma segunda Revolução Francesa, mas desta vez em Lisboa!